Escolher a abordagem da Gestão do Projeto com STACEY

Quando estamos planejando a execução de um projeto, é inevitável que a abordagem de execução esteja presente na discussão para garantir que o Time tenha um caminho sustentável sem cair em momentos de frustrações.

O que é o Gráfico de Stacey

Desde o início do ano 2001 quando o Manifesto Ágil foi escrito, o mundo vem respondendo algumas questões da sociedade através de produtos que surgem em uma velocidade às vezes sem precedentes. Boa parte desta velocidade surge para atender demandas complexas e que apresentam um resultado relativamente importante para um ou mais nichos da sociedade. Muitos desses produtos só alcançaram o patamar no qual estão por conta da forma que seus projetos foram executados, de certa forma, buscando entregar um produto potencialmente pronto para uso mais que ter um foco no planejamento total.

Sendo que boa parte dos projetos no qual temos a oportunidade de trabalhar, em sua fase de Iniciação tiveram discussões provavelmente acaloradas para se decidir qual seria a melhor abordagem para se gerenciar o projeto. Infelizmente, muitos profissionais acabam seguindo um caminho com base em percepções e julgo dizer até pelo “modismo”, trazendo às vezes um fator crucial para o sucesso de um projeto.

É claro que não há uma única resposta que possa suportar as pessoas gestoras de Projetos e para apoiar esta decisão que usamos o Diagrama de Stacey.

O Diagrama de Stacey (Ralph Stacey) propõe um modelo gráfico para ilustrar os diferentes tipos de projeto quanto à sua complexidade e organização, dados os seus níveis de consenso e certeza sobre os requisitos do produto que um projeto precisa executar.

Diagrama de Stacey (Ralph Stacey)

Quando estamos falando sobre cenários de projetos, precisamos antes de tudo compreender os contextos no qual estamos inseridos. Além disso, analisando o diagrama, conseguimos ter a leitura de que, quanto maior for a certeza e o nível de entendimento sobre requisitos, mais simples será a tratativa. De acordo que o entendimento vai se distanciando das certezas, o cenário fica cada vez mais complicado, complexo e até podendo beirar o caos.

Quando levamos este entendimento de certezas e incertezas para cenários de projetos, conseguimos identificar com muita facilidade a melhor abordagem para a execução do projeto.

Veja a imagem abaixo:

Análise dos Cenários

Quanto maior for o seu grau de certezas, mais simples é o plano do projeto, logo estamos falando de uma projeto previsível. De acordo com as respostas, se a conversa está dura, muito longe de ter um acordo e não há presença de certezas, estamos em um ambiente complexo, neste cenário é quando a agilidade se faz presente.

Neste modo, compreendemos através deste pensamento que temos duas possíveis abordagens: Abordagens consideradas Tradicionais e as abordagens Ágeis.

O modelo Tradicional é indicado quando há um nível elevado de certeza e consenso sobre os requisitos e especificações do produto ou serviço final. Quando se sabe o que quer de antemão, dificilmente haverá alterações frequentes de escopo, portanto todo o planejamento do projeto pode ser feito com baixa expectativa de mudanças ao longo do projeto. Por exemplo: na construção de um edifício.

O modelo Ágil é indicado para o meio termo, projetos onde há algum nível de certeza ou consenso sobre o produto, onde o solicitante entende o que quer em linhas gerais, porém novos detalhes e requisitos irão surgir ao longo do tempo.

Por Quê usar uma análise de abordagem

Pode parecer simples ou até mesmo intuitivo a escolha da abordagem de execução de um projeto, seguindo a linha do que foi compartilhado anteriormente, sendo uma Pessoa Gestora de Projeto, precisamos trazer para os times envolvidos pontos que passam desapercebidos por conta de cobranças em adotar uma abordagem X ou Y apenas para cumprir acordos, sendo que no final de tudo teremos um projeto com falha e provavelmente o apontamento de a abordagem X ou Y não funcionam.

Alinhar a Estratégia com a Operação

O uso de ferramentas como o gráfico de Stacey é importante para ajudar as pessoas na compreensão de que existe uma discussão, um entendimento e uma forma de seguir a execução do projeto. Por muitas vezes somos direcionados para um forma de gestão apenas pelo fato de “estar na moda” e sem considerar o fato se a operação do projeto suportará as tratativas durante execução.

A realidade de um projeto Cascata quando deveria ser Ágil

Quando usar esta análise

O Gráfico deve ser usado na fase de planejamento, onde de fato o time do projeto começa a ter conhecimento sobre os requisitos, sobre as premissas e riscos envolvidos no projeto. Desta forma, fica favorável uma interpretação sobre o desafio que está sendo lançado na mesa.

Alinhar na fase de planejamento a abordagem da gestão do projeto é essencial para garantir os acordos, os ritos e como medir o avanço do projeto. Se você estiver para iniciar um projeto ou está trabalhando em um que está nebuloso, faça um teste, pergunte a si mesmo o nivel de conhecimento do time sobre os requisitos e sobre a tencologia envolvida, verifique em qual quadrante se encaixa e qual está sendo a realidade da execução do projeto.

O grande ponto é que este entendimento não deve ser lido como uma metodologia, regra ou qualquer outro meio que faça o entendimento de uma receita de bolo! Muito pelo contrário, vejo como o começo de uma discussão que pode expandir para outros frameworks que suportam os times na melhor decisão.

Infelizmente uma consequência de uma abordagem errada é a frustração de todo um Time e o entendimento errado de que, a abordagem A ou B não funcionam, quando na verdade podem ter colocado no contexto errado.

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